Na manhã do último dia 10, a AFUSE participou de um ato unificado do funcionalismo, que aconteceu diante da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, na região central da capital paulista.
Durante o encontro que contou também com sindicatos representantes da saúde, transporte e segurança, o sindicato apontou o projeto de desmonte dos serviços públicos que tem sido articulado desde a eleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Apenas em 2026, as áreas de educação, saúde e transportes perderam cerca de R$ 7 bilhões em recursos na previsão orçamentária, enquanto a Secretaria de Parcerias em Investimentos, responsável por gerenciar os processos de privatização, teve crescimento superior a 80% no orçamento.
Durante a manifestação, as organizações sindicais destacaram a privatização de hospitais, da Sabesp e das linhas de trens da CPTM, do Metrô e a militarização das escolas. Dirigentes lembraram que apesar da melhora prometida, faltam equipamentos e médicos nas unidades de saúde, os trens bateram recordes de falhas, atrasos e panes e muitos moradores relataram falta de água, má qualidade, inclusive mau cheiro, mesmo com aumento das contas.
Presente na atividade, a presidenta da AFUSE, Rosana Silva, ressaltou que a mobilização unificada do funcionalismo é fundamental para mostrar a verdadeira face de Tarcísio de Freitas.
“Não tem concurso público, não tem aumento de salário e estamos como todos aqui com R$ 12 de tíquete alimentação. Esse governador privatiza, sucateia, tira nossos direitos e nosso papel aqui é avançar nessa luta para tirar o Tarcísio do lugar onde está nas eleições deste ano. Vamos conversar com nossa base, com os pais de alunos e alunos para mostrar como a educação tem sido tratada por ele”, apontou.