DIA DA TRABALHADORA E DO TRABALHADOR É DE TODOS NÓS, MAS TAMBÉM DE CADA UM DE NÓS

Desde que prestei concurso público, ingressei na escola e descobri a importância do sindicato, filiando-me à AFUSE, meu olhar sempre foi voltado ao coletivo. Compreendi logo cedo que não há vitória quando batalhamos sozinhos ou sozinhas.

Nem sempre as decisões que tomamos, seja no sindicato, seja em outros espaços como a Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, são as que gostaria. Algumas vezes, cedemos no olhar individual para que a compreensão da maioria prevaleça. Isso é a democracia.

Mas, enquanto pensava qual 1º de Maio teremos neste ano, refletia também sobre como as histórias individuais constroem quem somos. Cada lágrima, dor, dificuldade. Cada desafio superado, conquista, aprendizado.

O coletivo é importante, mas trabalhadoras e trabalhadores vão além de números e não podem ser explicados apenas por estatísticas. Por isso, no artigo de hoje eu não quero tratar de dados. Sabemos que nossa categoria enfrenta diuturnamente assédio moral, baixos salários, estagnação na carreira.

Mas neste 1º de Maio eu quero agradecer a existência de cada uma e cada um de nossa base que é razão de existir do sindicato e honrar a trajetória de todas e todos vocês.

Quis o destino que a celebração do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora ocorresse numa semana em que a democracia sofre duros golpes. Primeiro, com a rejeição a um nome indicado ao Supremo Tribunal Federal, segundo, com a redução a golpista, incluindo o ex-presidente derrotado nas últimas eleições, o que representa um péssimo exemplo para nossa história.

Enquanto o Congresso inimigo do povo segue a barganhar por interesses pessoais, seguiremos nas ruas, em busca de aproximarmos das nossas bases.

Porque se tem algo que a vida me ensinou é que patrão não é aliado e certamente, a maior parte dos parlamentares não está ao nosso lado.